Prometo escrever mais.... mas para já deixo-vos estas pequenas recordações de uma excelente semana.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Faroleiros pelo Porto Santo
Prometo escrever mais.... mas para já deixo-vos estas pequenas recordações de uma excelente semana.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Do areal para o farol
Férias… 2 semaninhas e meia para retemperar as forças e a sanidade mental, que isto da actividade parlamentar é mesmo para lamentar… 12 dias na paradisíaca ilha do Porto Santo a apanhar banhos de vento e nuvens. Enfim, não se pode exigir a perfeição. Confesso que é daqueles sítios onde é impensável não passar pelo menos um fim-de-semana no verão Só me falta entender o porquê deste inevitável retorno pois a nível de qualidade serviços e simpatia dos locais acho que ficava melhor servido em Cabul. Chamem-me exigente mas quando pago quase 25 Euros por um jantar, daqueles de prato grande e pouca comida, é que as poucas batatas e miniaturas de verdura não sejam ultracongeladas. A máxima “o cliente tem sempre razão”, Em Porto Santo é transformada em “o cliente que se cale bem caladinho porque à hora de jantar arranjar mesa num restaurante é mais difícil que encontrar uma virgem numa montra do red light district de Amesterdão.”. Ok, sou masoquista!
Mas há coisas pelas quais vale a pena o inevitável retorno… a companhia dos amigos, uma praia de deslumbre, a pacatez animada de uma pequena cidade em pleno Verão. Por isso quem não conhece, neste caso apenas o caro atirador, que não desanime com a minha descrição… são pormenores que rapidamente obliteramos da memória assim que pisamos a areia fina da praia.
E como referi num post anterior a ilha é também um ponto de encontro e de reencontro, uma gota de terra na imensidão do deserto liquido, e quem reencontrei? A companheira faroleira Inês com quem tive o prazer de partilhar o tal churrasco de picanha a que mais ninguém quis (ou pôde) comparecer. Ao contrário do Algarve, no Porto Santo não há hipótese de fuga! É engraçado rever pessoas de quem gostamos em locais em que a pessoa parece saltar do contexto… Fui um Humilde hóspede da bela cidade do porto, recebido de braços abertos, aceite no vosso mundo. È engraçado receber alguém no meu mundo, abrir as portas a uma outra faceta que por imposições geográficas, não tive a oportunidade de partilhar convosco. A Margarida e a Inês já conhecem um pouco do meu mundo, das minhas vivências como ilhéu…Caro camarada furtivo as portas estão abertas! Quem sabe não nos juntamos todos um dia, não num farol imaginário, numa hora que não chega, mas neste salpico de terra a que chamo de casa!
Mas há coisas pelas quais vale a pena o inevitável retorno… a companhia dos amigos, uma praia de deslumbre, a pacatez animada de uma pequena cidade em pleno Verão. Por isso quem não conhece, neste caso apenas o caro atirador, que não desanime com a minha descrição… são pormenores que rapidamente obliteramos da memória assim que pisamos a areia fina da praia.
E como referi num post anterior a ilha é também um ponto de encontro e de reencontro, uma gota de terra na imensidão do deserto liquido, e quem reencontrei? A companheira faroleira Inês com quem tive o prazer de partilhar o tal churrasco de picanha a que mais ninguém quis (ou pôde) comparecer. Ao contrário do Algarve, no Porto Santo não há hipótese de fuga! É engraçado rever pessoas de quem gostamos em locais em que a pessoa parece saltar do contexto… Fui um Humilde hóspede da bela cidade do porto, recebido de braços abertos, aceite no vosso mundo. È engraçado receber alguém no meu mundo, abrir as portas a uma outra faceta que por imposições geográficas, não tive a oportunidade de partilhar convosco. A Margarida e a Inês já conhecem um pouco do meu mundo, das minhas vivências como ilhéu…Caro camarada furtivo as portas estão abertas! Quem sabe não nos juntamos todos um dia, não num farol imaginário, numa hora que não chega, mas neste salpico de terra a que chamo de casa!
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Do palácio para o farol...
Minhas caras e meu caro,
Tenho finalmente a honra de escrever neste nosso blog à beira mar plantado. Peço desculpa por só agora o fazer, mas circunstâncias diversas não me têm permitido fazê-lo como desejaria. Até dia 7 estive atolado em trabalho, entre artigos, relatórios, mapas, registos e, claro, visitas a Fonte Arcada, de onde não pode o mar ser visto, onde nenhuma luz de farol chega. Depois, fui de férias. Estive uma semana no Allgarve (slogan criado este Verão por mim para a região: "Allgarve - Every year better than the next!"), onde andei muito perto da Inês sem que, porém, ela fizesse o mínimo esforço para se encontrar comigo (apesar de eu a chatear para isso...), e depois estive uns dias em Madrid, bela world city pela qual já tinha passado mas que, na realidade, não conhecia.
E eis que volto à labuta. Daqui a menos de dez minutos, parto uma vez mais para Fonte Arcada. Temos de aproveitar os últimos dias de Agosto, já que ainda está muita gente em casa e ali poucos são os que vão de férias para fora. É verdade. Não imaginam vocês a quantidade de pessoas que passam férias em casa! O país é deveras miserável, apesar de as notícias nos levarem a crer que agora toda a gente vai para Punta Cana ou Varadero, basta querer. Não é bem assim. Aliás, Fonte Arcada está a ser um banho de realidade tremendo para mim. De facto, não há nada como "meter as mãos na massa", efectivamente estudar, de forma aprofundada, a realidade deste país que a gente para aqui tem. Levamos umas chapadas valentes... Imagino um diálogo entre o Giddens e o Scott Lash em Fonte Arcada: "Well, Scott, we sure have to get back to reality and stop writting postmodernist bullshit...". Aquilo é deprimente. Mas também é lugar de grande dignidade e coragem, não tenho dúvidas. De todo o modo, foi bom fugir para o Algarve e para Madrid. Nada como duas semaninhas de "suspensão da normalidade" para libertar a pressão.
Soube a pouco, mas tenho mesmo de voltar ao work. Temos de despachar isto e depois do inquérito, para descomprimir, talvez tire mais uns dias, assim para um fim de semana prolongado.
Sugiro, entretanto, que, nos próximos posts, falemos um pouco das nossas férias, dos pequenos episódios ou grandes aventuras, das coisas que vimos e gostamos, das que não vimos ou vimos e não gostamos. Tenho curiosidade em saber como vocês andam e por onde andaram nesta época estival, season que verdadeiramente não queremos que deixe de ser silly.
Sn1p3r
PS: Inês, tens a mania! Já foste muitas vezes ao Slide & Splash, não te misturas com a plebe! E não retribuis as mensagens! O namorado não deixa, é?
Tenho finalmente a honra de escrever neste nosso blog à beira mar plantado. Peço desculpa por só agora o fazer, mas circunstâncias diversas não me têm permitido fazê-lo como desejaria. Até dia 7 estive atolado em trabalho, entre artigos, relatórios, mapas, registos e, claro, visitas a Fonte Arcada, de onde não pode o mar ser visto, onde nenhuma luz de farol chega. Depois, fui de férias. Estive uma semana no Allgarve (slogan criado este Verão por mim para a região: "Allgarve - Every year better than the next!"), onde andei muito perto da Inês sem que, porém, ela fizesse o mínimo esforço para se encontrar comigo (apesar de eu a chatear para isso...), e depois estive uns dias em Madrid, bela world city pela qual já tinha passado mas que, na realidade, não conhecia.
E eis que volto à labuta. Daqui a menos de dez minutos, parto uma vez mais para Fonte Arcada. Temos de aproveitar os últimos dias de Agosto, já que ainda está muita gente em casa e ali poucos são os que vão de férias para fora. É verdade. Não imaginam vocês a quantidade de pessoas que passam férias em casa! O país é deveras miserável, apesar de as notícias nos levarem a crer que agora toda a gente vai para Punta Cana ou Varadero, basta querer. Não é bem assim. Aliás, Fonte Arcada está a ser um banho de realidade tremendo para mim. De facto, não há nada como "meter as mãos na massa", efectivamente estudar, de forma aprofundada, a realidade deste país que a gente para aqui tem. Levamos umas chapadas valentes... Imagino um diálogo entre o Giddens e o Scott Lash em Fonte Arcada: "Well, Scott, we sure have to get back to reality and stop writting postmodernist bullshit...". Aquilo é deprimente. Mas também é lugar de grande dignidade e coragem, não tenho dúvidas. De todo o modo, foi bom fugir para o Algarve e para Madrid. Nada como duas semaninhas de "suspensão da normalidade" para libertar a pressão.
Soube a pouco, mas tenho mesmo de voltar ao work. Temos de despachar isto e depois do inquérito, para descomprimir, talvez tire mais uns dias, assim para um fim de semana prolongado.
Sugiro, entretanto, que, nos próximos posts, falemos um pouco das nossas férias, dos pequenos episódios ou grandes aventuras, das coisas que vimos e gostamos, das que não vimos ou vimos e não gostamos. Tenho curiosidade em saber como vocês andam e por onde andaram nesta época estival, season que verdadeiramente não queremos que deixe de ser silly.
Sn1p3r
PS: Inês, tens a mania! Já foste muitas vezes ao Slide & Splash, não te misturas com a plebe! E não retribuis as mensagens! O namorado não deixa, é?
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Novo Talento Worten 2007 (Fotografia amadora)
Partilho aqui convosco, MEUS AMIGOS, a minha última conquista no mundo da fotografia!
1º Classificado: 1 Máquina Fotográfica Profissional; inclusão dos trabalhos apresentados na exposição fotográfica inserida na programação das Noites Ritual 2007, que terá lugar na sala VIP do Pavilhão Rosa Mota nos dias 24 e 25 de Agosto; acesso aos bastidores e à frente de palco das Noites Ritual 2007 como fotógrafo convidado; estadia e alimentação durante o evento a cargo da organização.
Deixo-vos uma das fotos vencedoras...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Reunião de faroleiros

Não é preciso um farol para ponto de encontro, por vezes as conjunturas da vida proporcionam outros cenários... Apesar de todo o romantismo que um farol sugere proponho que desta vez o ponto de encontro seja num lugar todo ele à beira mar... Dizem que apenas existem duas certezas na vida, a morte e que todos os rios acabam no mar, se a primeiro principio é indubitável a segundo é falacioso. Contrapondo o senso comum o rio Okavango desagua no deserto do Kalahari, desaparece sobre as suas areias....
Mas existe outra certeza, uma ilha é definida pela sua fronteira liquida a 360º ... Encontremo-nos numa ilha! A ilha não proporciona equívocos, desencontros, estamos lá cruzamos-nos, não há hipótese urgente de fuga... As ilhas também são faróis, referencias geográficas, e a um nível mais pessoal, referencias simbólicas, ponto de encontro inevitável no meio do deserto azul...
Proponho, ou antes, exijo, sexta-feira dezassete um encontro na tal ilha...para discutir coisas importantes como se a sangria está boa.. serei o faroleiro de serviço, não deixando apagar a chama do churrasco! Será que outro faroleiro aparece? Pelo sim pelo não deixo o mapa do tesouro.... Pelo menos um, se o seu barco naufragar por estes lados, há de aparecer... ;)
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