"Se não puderes ser um pinheiro no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada, Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...Mas sê o melhor no que quer que sejas."
Pablo Neruda.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Fracções de segundo I
segunda-feira, 30 de julho de 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
As onze no farol- um conto de desencont(r)o…
As onze no farol… uma hora que não chega, num sítio que apenas existe na memória da vertigem de uma varanda, com vista sobre futuros díspares...
Ele…
Acordem-me um pouco antes das onze.. tenho que lá estar na hora certa,…
naquela hora em que a noite já ganhou o seu tom negro…
a hora em que o efémero se disfarça de definitivo…
As onze no farol, uma luz que quebra o breu, às onze…hora em que a noite é noite…,
fracção de tempo diminuta entre o anoitecer e o amanhecer…
Depois da hora já é tarde demais…. um novo dia aproxima-se…encontra-me esta noite..… às onze no farol..…
Talvez te vislumbre quando o raio de luz na sua rotação constante te ilumine a face por um segundo…
Vou tentar não piscar os olhos….
Se não vieres não mo digas….
Quero acreditar que pestanejei…. Que a maresia invadiu o meu olfacto e camuflou o teu perfume…. que o barulho do vento e do mar não me deixou ouvir a tua voz quando gritaste o meu nome…
11:01….percorro com o olhar o circulo que a luz transcreve….
pestanejo…. Grito o teu nome… não encontro resposta
11:02… Olho para a lente que amplifica a luz bruxuleante avivando a chama….
11:03… Ceguei… Não te vejo, não te ouço, não sinto o teu aroma no ar….
Ela…
As onze no farol… as ondas não me deixam aproximar da praia… tenho medo de naufragar de novo… vejo a tua silhueta reflectida no foco de luz… Não me viste acenando?
O vento sopra o teu grito na minha direcção… respondo de volta um cheguei que não te chega… o vento sopra para longe o meu grito…
Às onze no farol… porque escolheste esta hora? Porque na hora mais negra?
Não me vês?? Desespero… porque escolheste esta hora???
A corrente afasta-me …. Porque escolheste esta praia??
Às onze no farol….
Agora percebo….
Tinhas medo que não viesse…. A luz do dia é bela mas cruel… põe a nu as ausências…não deixa margem ao conforto angustiante da incerteza….
11:01: Às onze no farol…. Eu viria a qualquer hora…. Mas às onze no farol as ondas metem-me medo e a maré afasta-me da praia… eu vejo-te eu oiço-te, sinto o teu aroma no colo do vento… Não te consigo alcançar …
11:02: A tua sombra açambarca-me quando o foco de luz incide sobre o meu frágil batel…… Abraço o teu vulto por um segundo…. Eu queria chegar a tua praia, mas tenho medo que as ondas me esmaguem contra as rochas…. Porque raio escolheste esta praia, esta hora??
11:03: A tua silhueta prostrada ante o foco de luz…. Deixo-me levar pela corrente.... com medo de naufragar de novo….
Fim? Acorda-me quando o sol raiar....
Ele…
Acordem-me um pouco antes das onze.. tenho que lá estar na hora certa,…
naquela hora em que a noite já ganhou o seu tom negro…
a hora em que o efémero se disfarça de definitivo…
As onze no farol, uma luz que quebra o breu, às onze…hora em que a noite é noite…,
fracção de tempo diminuta entre o anoitecer e o amanhecer…
Depois da hora já é tarde demais…. um novo dia aproxima-se…encontra-me esta noite..… às onze no farol..…
Talvez te vislumbre quando o raio de luz na sua rotação constante te ilumine a face por um segundo…
Vou tentar não piscar os olhos….
Se não vieres não mo digas….
Quero acreditar que pestanejei…. Que a maresia invadiu o meu olfacto e camuflou o teu perfume…. que o barulho do vento e do mar não me deixou ouvir a tua voz quando gritaste o meu nome…
11:01….percorro com o olhar o circulo que a luz transcreve….
pestanejo…. Grito o teu nome… não encontro resposta
11:02… Olho para a lente que amplifica a luz bruxuleante avivando a chama….
11:03… Ceguei… Não te vejo, não te ouço, não sinto o teu aroma no ar….
Ela…
As onze no farol… as ondas não me deixam aproximar da praia… tenho medo de naufragar de novo… vejo a tua silhueta reflectida no foco de luz… Não me viste acenando?
O vento sopra o teu grito na minha direcção… respondo de volta um cheguei que não te chega… o vento sopra para longe o meu grito…
Às onze no farol… porque escolheste esta hora? Porque na hora mais negra?
Não me vês?? Desespero… porque escolheste esta hora???
A corrente afasta-me …. Porque escolheste esta praia??
Às onze no farol….
Agora percebo….
Tinhas medo que não viesse…. A luz do dia é bela mas cruel… põe a nu as ausências…não deixa margem ao conforto angustiante da incerteza….
11:01: Às onze no farol…. Eu viria a qualquer hora…. Mas às onze no farol as ondas metem-me medo e a maré afasta-me da praia… eu vejo-te eu oiço-te, sinto o teu aroma no colo do vento… Não te consigo alcançar …
11:02: A tua sombra açambarca-me quando o foco de luz incide sobre o meu frágil batel…… Abraço o teu vulto por um segundo…. Eu queria chegar a tua praia, mas tenho medo que as ondas me esmaguem contra as rochas…. Porque raio escolheste esta praia, esta hora??
11:03: A tua silhueta prostrada ante o foco de luz…. Deixo-me levar pela corrente.... com medo de naufragar de novo….
Fim? Acorda-me quando o sol raiar....
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